segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Fale por você mesmo

Sou bem crescidinha. Sei decidir uma porrada de coisas. E sei arcar com as consequências. Pareço bem indecisa, eu sei. É que realmente não sou boa em decidir para qual restaurante a gente deve ir, ou se quero jogar sinuca ou só ficar em casa com você. Não sei qual filme quero que a gente veja nos sábados a tarde, ou se quero dividir um banana split ou tomar sozinha. Não sei se é melhor ir à sua casa ou que você venha a minha. E, você sabe melhor do que qualquer um, quando o garçom chega, eu esqueço completamente se queria suco ou refrigerante, e te deixo furioso com minha indecisão.
Sim, eu mudo de idéia muito rápido. Sim, eu sou insuportavelmente confusa e indecisa. Mas quanto a certas coisas - as mais sérias, diga-se de passagem - eu tenho pulso firme. Firme até demais, pro meu gosto. E é por isso que não fico lutando contra mim mesma, nem vou ficar com essa marra de que não devo mais falar com quem eu gostaria de falar. É por isso que não vou tentar arrancar nas pontas das unhas esse sentimento insistente. Se ele quiser ir, deixo ir. Enquanto não, vou espernear ou chorar ou ficar me perguntando o que fazer? Não, senhor. Decidi fazer diferente dessa vez. Nada de me privar disso ou daquilo, principalmente da escrita. Nada de "ficar de mal". (Afinal, o que é isso?! Eu já passei dos 20, pelo amor de Deus!) Nada de baixar demais a cabeça, nem levantar demais o queixo. Não sou de aço. Muito menos de manteiga. Sei que aguento, que suporto, que posso. Mas cada coisa a seu tempo, sem esforço demais. Colocar todas as minhas forças em tentativas "destinadas" à frustração? Pra que?
Vou me deixar chegar ao ponto. E sei que chego lá. Você, eu já não sei. Fale por você mesmo. Porque quem disse que eu quero deixar a poeira baixar? Quem disse que você sabe o que é melhor pra mim? Quem disse que eu preciso que alguém tome as minhas decisões? Vamos deixar claro que a partir daqui cada um - uma vez na vida - será responsável por suas decisões, frustrações, erros, acertos, e tudo mais. E, portanto, responderá pelas respectivas consequências. Talvez assim, ao menos uma vez na vida e finalmente, a gente aprenda a crescer.

5 comentários:

Mima disse...

Senti firmeza. Por mais conselhos que te desse, era exatamente isso que eu faria. Lutaria decididamente pelo que acredito, pelo que amo. É sempre isso o que faço. Não esqueça de contar com a ajuda de Deus nessa luta. Que se chegue ao crescimento (mais do que ao objetivo).

Beijos, flor.
Conversaremos sempre!

Laís Araújo disse...

Indecisão me vi nisso!

beijos

Anônimo disse...

Realmente. Aprender a crescer... Se privar de algo ou alguém não é algo bom - se queremos estar perto-, o jeito é viver... E ao viver vamos acrescentado: sorrisos e choros, alegrias e tristezas etc. Lembranças... Bom texto, ótima pessoa. Deyse (achista)

@domdelpablo (twitter)

Oziel disse...

Alguém já disse um dia que o que mata a gente é o "quase" Há até a célebre frase: "Quem quase morreu ainda está vivo, mas quem quase vive já morreu". Acho que é do Érico Veríssimo. Enfim, sempre digo que um dos nossos maiores inimigos é o medo. Medo de tanto coisa. De ferir os outros, de sofrer, de correr risco. Parece que há medo até de ser feliz. Mas é sempre bom tentar. Se arriscar. Afinal, nunca sabemos tudo, e só aprenderemos realmente algo sobre a vida, se vivermos fora da caixa.
Oziel S.A.
P.S.: Gostei da sua sinceridade ao escrever. É isso ai, vale a pena!

Hélen Caciano disse...

As vezes tenho medo de me ver tanto em algumas coisas que vc escreve.

To com saudade demais.

Vamos comer um sushi qualquer dia? Ou um tacaca... e jogar conversa fora?!

Sinto falta.