sábado, 20 de agosto de 2011

Sorte grande


Sorte a nossa que a gente tinha um ao outro. Porque, sabe, era um tempo sufocado aquele sem você. Era chato pra enxergar, pra respirar. Chato até pra ouvir músicas de amor. Porque era um incômodo enorme não me incomodar em não te ver o tempo todo. Era chata aquela tranquilidade. E eu não queria mesmo aquela paz controversa de viver sem amor. Mas que sorte a nossa termos quem, houvesse o que houvesse, estaria sempre ali pertinho pra tirar a nossa paz. E nos dar um norte.
Em dias como esses, eu penso na minha sorte. Sorte, sim. Penso que eu não fazia idéia do quanto amava aquele teu jeito de me fazer passar vergonha, com aquelas brincadeiras sempre acompanhadas da minha ruga preferida. Como eu amava essas tiradas fora de hora! Penso em como eu odiava não poder te odiar por mais que 3 minutos. E como eu gostava das coisas mais absurdas pra se gostar em qualquer ser humano. Os detalhes. Os mesmos detalhes nos quais eu não vejo mais tanta sorte assim.
Mas que sorte a gente tinha! De ter aquele tipo de amor infalível que ultrapassa luas-de-mel. Aquele amor que valia a pena. Que sorte...

7 comentários:

thali* disse...

Estou cansando da minha tranquilade, ouvir música de amor não faz sentido...preciso conhecer logo meu amado. "Estou na espera deste amor infalível". Que bom que já tem o seu! :)

Mima disse...

Que sorte a minha ter um amor que me chamava pelo sobrenome só pra lembrar que eu o receberia em breve. Que sorte a minha ter pintado a cara dele de bigode engraçado num dia todo artístico e observar como era bonito ver os olhos dele se fecharem enquanto ele sorria. Que sorte a minha ter dançado tanto, ter sorrido tanto, saber que eu poderia ter passado horas observando o jeito de ser, de respirar e de dormir do meu amor. Que sorte a minha tê-lo perdido e ainda assim chorar em seu favor. Que sorte a minha sofrer por amor. (é honra sofrer uns tantos por essa causa nobre).

Beijo.

Laís Araújo disse...

ando atras desse amor ainda...

thali* disse...

Ana, sua leitora Mima, quase me fez chorar com essas palavras ai ohh, briga com ela! =(

Lia Araújo disse...

"Sorte é ter um passado doce e o açucareiro nas mãos."

Parabéns, Deyse!

Oziel disse...

É bonito a maneira que vc fala de si mesma. Se esconde e autorevela-se em cada frase. Percebo que talvez não fosse essa a intenção e que as vezes o que escreve nem é sobre vc, ou de algo q vc viveu ou vive. Mas, detalhes a parte, vc se envolve mto com o q escreve e o mais legal é q espontâneo, não é nada pré-determinado. Gostei dessas duas últimas postagens. É como trabalho com as palavras nem sempre leio tão literariamente. Faz-de-conta de inverno foi bem vc, apesar de não conhecer praticamente nada sobre vc. Tenho aprendido mto sobre ti através dos seus textos, "chatinha".
Oziel S.A.
P.S.: Sou o único homem q ler seu blog é?

Deyse Cruz disse...

Oziel, talvez não seja o único leitor, mas é o único que comenta nesses últimos tempos. ;P Pelo menos é o que eu espero. huahauha


Thaline, a Mima é poeta até nos comentários. Ela já me emocionou também. Sorte a minha tê-la como leitora assídua. :)